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	<title>O Feudo</title>
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	<description>pitacos no mundo das histórias</description>
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		<title>Um Feudo em pausa</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jun 2010 03:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coentro]]></category>

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		<description><![CDATA[Salve, criaturas.
Este post é parte de um saudável processo (penso) de sinceridade blogueira.
Como notaram, O Feudo anda sem atualizações há mais de um mês. A luta com as obrigações cotidianas tem sido a culpada primordial do fato (cúmplice de uma certa desorganização natural deste que vos escreve). E apesar de saber que as atividades de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #333333;">Salve, criaturas.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Este post é parte de um saudável processo (penso) de sinceridade blogueira.<span id="more-1541"></span></span></p>
<p><span style="color: #333333;">Como notaram, <em><strong>O Feudo </strong></em>anda sem atualizações há mais de um mês. A luta com as obrigações cotidianas tem sido a culpada primordial do fato (cúmplice de uma certa desorganização natural deste que vos escreve). E apesar de saber que as atividades de trabalho no mundo lá fora, venham, possivelmente, dar uma folga a este Jagunço no mês seguinte, acho mais do que justo registrar que , até segunda ordem, O Feudo está com as portas fechadas (ainda que não trancadas).</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Levando em conta que, nos últimos anos, a blogosfera RPGística tem se consolidado como um lugar de produção frequente, de vida e debate, não penso que seja bacana omitir esse aviso, já que não posso movimentar o blog com a frequência planejada. Ao mesmo tempo sei dos bons amigos e amigas que tem passeado aqui pelas jagunçagens deste território e me deixado feliz lendo e comentando tais maluquices. Assim, sendo justo com todos vocês, deixo essa mensagem piegas na porta. Não penso em abandonar o barco, muito menos este mundo de invencionices da comunidade blogueira. Mas, com certeza, se este feudo voltar à vida, há de ser de uma forma melhor e mais realista (e, espero, mais ativa).</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Para todos os absurdos e embrigados apreciadores destes textos jagunços, aviso que continuarei, na medida do possível, colaborando nos reinos vizinhos &#8211; em blogs amigos que tem sido gentis em me abrigar, apesar das mesmas complicações de frequência. Estou lá, pelo <a href="www.dot20.com.br" target="_blank"><strong>.20</strong></a>, pelo <a href=" http://www.grifonosso.com/" target="_blank"><strong>Grifo Nosso</strong></a> e, provavelmente, por outras Casas irmãs. Não morro enquanto minha faca estiver enfiada aos pés do Jequitibá. <img src='http://www.ofeudo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p><span style="color: #333333;">É isso. Nos vemos por aí e acho que logo. Me desejem sorte. Eu vos desejo vontade, gargalhadas e boas ideias. <img src='http://www.ofeudo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </span></p>
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		<title>Homem de Ferro 2 &#8211; e tome crítica!</title>
		<link>http://www.ofeudo.com.br/2010/05/homem-de-ferro-2-e-tome-critica/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 13:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes e quase-filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Homem de Ferro]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Stark]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma crítica resumida do mais novo filme para Mutantes e Malfeitores! :D]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Retornando como o mais tecnológico e <em>bon vivant</em> herói do universo Marvel, Robert Downey Jr. incorpora Tony Stark com a competência de sempre em <strong>O Homem de Ferro 2</strong>. Mas o que mais este tão esperado filme tem a contar?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O enredo é basicão, vai: agora o mundo sabe quem é o Homem de Ferro. O Homem de Ferro se acha a última coca0ola com gás por isso. O governo pressiona Stark para a concessão de sua armadur&#8230; digo, tecnologia . O bilionário nega e ainda faz piada. Do outro lado do mundo um inimigo relacionado ao passado da família de Tony surge (a encarnação decente do Chicote Negro, vivido pelo inacreditável Mickey Rourke). O protagonista vivencia &#8211; com um muito bem disfarçado &#8220;foda-se todo mundo&#8221; &#8211; os dilemas de sua condição de herói (além de um certo efeito colateral do uso da couraça).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A história, portanto, gira em torno da tentativa de Tony Stark de lidar &#8211; ou de não lidar &#8211; com os problemas decorrentes do surgimento do Homem de Ferro. Como um ricaço sem grandes amarras ou impedimentos, nosso herói negligencia enquanto pode as responsabilidades inerentes a nova condição ao mesmo tempo em que procura um meio de continuar vivo, já que a armadura (sem que ninguém mais saiba) o está matando por meio de um lento envenenamento por paládio.</span></p>
<div id="attachment_1474" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/iron_man_2_twitter1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1474" style="border: 5px solid black;" title="iron_man_2_twitter1" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/iron_man_2_twitter1-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></span><p class="wp-caption-text">&quot;Vou ganhar uma grana vendendo bonecos de mim mesmo!&quot;</p></div>
<p><span style="color: #000000;">O aparecimento do vilão, em uma cena de combate que lembra perfeitamente um atentado terrorista filmado ao vivo &#8211; e isso é um elogio do ponto de vista estético &#8211; marca o segundo ato do longa. A partir daí, temos Tony vivendo novos conflitos psicológicos e sendo pressionado por outras personagens para assumir a capa do herói em definitivo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Homem de Ferro 2 é um prato de boas ironias e de variadas referências para os fãs. Mais que um filme de ação é um &#8220;filme de personagem&#8221;, muito preocupado em contar e apresentar o universo da figura título, brincando com imagens e sutilezas do mundo que novos filmes da franquia pretendem explorar.  Mas, justamente por isso, erra a mão em muitos pontos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Se no primeiro Homem de Ferro temos a impressão de uma história amarrada e direta &#8211; mesmo com as referências necessárias ao mundo paralelo de Tony &#8211; aqui o enredo parece descambar para muitas subtramas. De um lado o problema do paládio, do outro o russo-com-cara-de-mau, do outro o sujeito com tapa-olho que parece uma versão capenga de personagem-do-mestre de RPG (aquele que surge para ver se coloca a história no eixo, porque o mocinho não faz isso sozinho)&#8230; Enfim, se somarmos a isso a relação entre Stark e Pepper e os conflitos de Tony com o pai morto temos um quebra-cabeças grande demais para pouco tempo. E um quebra-cabeças que quase descamba para um dramalhão sem necessidade &#8211; felizmente ainda acho que é <em>quase</em>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">As cenas de ação são ótimas, mas o longa precisava de mais delas. Os combates são rápidos demais (cena de vôo não conta!). A sensação que fica é que temos muito contexto para pouco conteúdo nesse ponto. Quem tem interesse em ver e conhecer a versão cinematográfica do ambiente no qual vive e luta Tony Stark vai se sentir em casa. Mas quem espera um filme quadrinesco de ação&#8230; bom, o Hulk parece ter funcionado melhor.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A dificuldade desse filme está em lidar com tantos detalhes, deixando o expectador meio perdido nos objetivos da história. Em termos de visual, fotografia, efeitos especiais e locações Homem de Ferro 2 faz bem o dever de casa. O que fez realmente faltou foi tratar essa sequência como &#8220;episódio&#8221; mais animado da vida do herói ferroso. Particularmente não gosto de tentativas muito clichês de contar os dramas pessoais dos heróis. Se Batman Beggins fez isso com propriedade, aqui temos um exagero no tratamento desse ponto (não tanto na história em si, mas como algo presente na indecisão e indefinição do protagonista. O Homem de Ferro demora demais para se mexer!).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em tempo: Se Robert Downey Jr. faz bem seu engraçado papel,  as atuações de Mickey Rourke e Gwyneth Paltrow são perfeitas. Se o primeiro consegue dar ao Chicote Negro aquele ar de maldito-matador-com-a-consciência-tranquila-que-não-está-nem-aí, a segunda faz um visivel esforço por interpretar a mais normal de todas as personagens do filme&#8230; e consegue! Pepper parece ter saído de um filme convencional, no sentido de que é representada com humanidade e realismo. Já Scarlett Johanson&#8230; Er&#8230; ela é linda, não é? Você sabe, eu sei&#8230;  Mas atuação que é bom&#8230; não deu, desta vez (E não vale alegar que a Viúva Negra é misteriosa). Samuel L. Jackson é o figurante mais sem graça do filme, enquanto até mesmo o nem tão conhecido Clark Gregg convence bastante como o misterioso agente da organização secreta S.H.I.E.L.D.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">É isso. Atirem seus lasers. Já vesti a Armadura mesmo. <img src='http://www.ofeudo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </span></p>
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		<title>Liga Narrativa &#8211; Abril: Caos 283</title>
		<link>http://www.ofeudo.com.br/2010/04/liga-narrativa-abril-caos-283/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 15:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Micro-contos]]></category>
		<category><![CDATA[Caos]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Narrativa]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cyberpunk]]></category>

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		<description><![CDATA[Conte e de novo. Seu eu tivesse mais tempo dormiria em pé. Abra e leia. Esqueça. A Liga Narrativa come mais do que você!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salve leitor(a). Ainda aí? Coragem nunca é demais&#8230; <img src='http://www.ofeudo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Respire fundo que temos mais Liga Narrativa. O tema deste mês mentiroso é Vida Cyberpunk.</p>
<p>Conecte, se desligue e morra aos terabytes.</p>
<h2>Caos 283</h2>
<p><em>Dezessete, vinte e dois, quatro, cinquenta e seis&#8230;  <a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Cyber_Warior_by_PE_Travers.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1455" style="border: 5px solid black;" title="Cyber_Warior_by_PE_Travers" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Cyber_Warior_by_PE_Travers-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a></em></p>
<p><em>Tenho minhas  dúvidas sobre o limite dos anos novos: eles começam com a guerra, com a  teimosia dos prédios aumentando de tamanho, com a fome vivendo de mãos  dadas no limbo dos supermercados abarrotados: a cidade não pára, muito  menos essa – megalópole certeira, dois mil e setenta anos depois do  homem crucificado: uma história turbulenta de mudanças perdidas (nasceu o  calendário dos eventos de rock) – somos a eternidade agora, porque  podemos copiar células, tecidos, vidas, memórias: ninguém morre se puder  pagar pela anti-vida: somos punks quando negamos isso; vivemos mortos  no meio fio dos vales de metal, entre arranha-céus e lojas de bebidas  (sou um dentre eles e você não tem escolha melhor) – é a regra da  máquina: sem parar, sem pensar, viver o tempo rápido de pistoleiros  corporativos e piratas das redes de relacionamentos em teia: não há  regra para essa lei – nem tempo, nem pressa, nem lucro que baste:  acabaram-se os pontos, os fins de linha, porque a cada novo tópico, a  cada fórum aberto ou revivido, esse século se desdobra em invenções  velhas, em roteiros falsos, em histórias quebradas e coladas com cuspe:  seja sincero na sua mentira pessoal, ligue o monitor e esqueça os fones,  beba pelas veias os novos ácidos: o dia é curto, seja alguma coisa que  valha créditos&#8230; caso contrário: me chame – posso matar, se preciso for  aquilo que te incomoda (mais fácil que roubar o que você quer – pouca  gente tem tantas mãos): sejamos ainda mais sinceros nas pretensões &#8211; queremos morte, aventura, sangue, dinheiro, sexo-o-tempo-todo-menos-no-sono; há mais fôlego neste futuro macabro do que nos pulmões do milênio: veja e sinta o destemor, o medo frouxo de poder qualquer coisa ilegal &#8211; somos a velharia de amanhã, antes que você acorde: então trema, ande, beba e se perca: há mais e sempre mais na página seguinte, há um tempo ligeiro mesmo que eu não queira: sou um assassino dos passados, viciado em presentes caros &#8211; me compre e eu mostro a riqueza &#8211; agora &#8211; hoje &#8211; nunca&#8230;</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>* * *<br />
</em></p>
<h2>Mais Contos deste Tema em:</h2>
<p><strong><a href="http://www.roleplayer.com.br/site/2010/04/liga-narrativa-abril/comment-page-1/#comment-3845" target="_blank"></a></strong></p>
<p>Brainstorm -<span style="color: #000000;"><a title="Permalink for : Synthetics" href="http://brainsstorm.wordpress.com/2010/04/24/synthetics/"> <strong>Synthetics</strong></a></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Dois Contos &#8211; <strong><a href="http://doiscontos.wordpress.com/2010/04/27/frivolidade/" target="_blank">Frivolidade</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Juca&#8217;s Blog <strong>- <a href="http://jucasblog.wordpress.com/2010/04/26/ln-abr-cyberpunk-o-futuro-nao-e-mais-como-era-antigamente/" target="_blank">O Futuro não é mais como era antigamente</a></strong></span></p>
<p>Roleplayer &#8211; <strong><a href="http://www.roleplayer.com.br/site/2010/04/liga-narrativa-abril/comment-page-1/#comment-3845" target="_blank">Segunda Feira</a></strong></p>
<p><strong> </strong><span style="color: #000000;">RPG do Mestre &#8211; <a href="http://rpgdm.erickpatrick.com/liga-narrativa-quando-as-luzes-se-apagam/" target="_blank"><strong>Quando as Luzes se Apagam</strong></a><br />
</span></p>
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		<title>Quadros do Cinema: o poder da identidade&#8230;</title>
		<link>http://www.ofeudo.com.br/2010/04/quadros-do-cinema-o-poder-da-identidade/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 21:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema e RPG]]></category>

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		<description><![CDATA[É tão bom quando o mestre entende você, não é? Eis uma cena que nos fala desta verdade!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, criaturas.</p>
<p>De volta aqui com o infame &#8220;Quadros do Cinema&#8221;. O tema de hoje tem tudo a ver com RPG e envolve a questão &#8220;nada como um mestre compreensivo!&#8221;:</p>
<p>__________________________________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Quadros-do-Cinema-3-Mestres-Compreensivos.jpg"><img class="size-full wp-image-1441 aligncenter" title="Quadros do Cinema 3 - Mestres Compreensivos" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Quadros-do-Cinema-3-Mestres-Compreensivos.jpg" alt="" width="552" height="850" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">Nada como um narrador com vasta experiência! <img src='http://www.ofeudo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mundos curtos, por favor</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 08:58:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cenários]]></category>
		<category><![CDATA[Coentro]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativa]]></category>
		<category><![CDATA[Cenários e Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Cloverfield]]></category>
		<category><![CDATA[Dogville]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>

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		<description><![CDATA[Cenários complicados e bacanas (ao mesmo tempo) estão ficando raros! Hora do plano B, não?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O filme <em>Dogville</em> (2003) é completamente gravado em um galpão, com um respeitável &#8220;corte orçamentário&#8221; (nos termos de Caceta &amp; Planeta). Brincadeiras à parte, é um tipo de experimento cinematográfico que lembra um teatro gravado &#8211; poucos elementos cênicos, o chão riscado, fingindo paredes&#8230; essas coisas. Bizarro para uns, inovação para outros.</p>
<p>Já em iniciativas como <em>A Bruxa de Blair</em> e <em>Cloverfield</em> a limitação vai morar na perspectiva: a câmera de mão é tudo o que nos coloca dentro do que está acontecendo e isso &#8211; aliado a uma imersão dos atores (às vezes duvidosa&#8230;) &#8211; completa um estilo de filmagem e de contação de história que é marcado pelo &#8220;encurtamento das laterais&#8221;: em outras palavras, o mundo fica resumido àquilo que os protagonistas enxergam (uma história em primeira pessoa).<a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/dogville2.jpg"></a><a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/dogville21.jpg"><img class="size-large wp-image-1403 alignright" style="border: 5px solid black;" title="dogville2" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/dogville21-1024x668.jpg" alt="" width="281" height="183" /></a></p>
<p>Os exemplos se multiplicam e podemos entrar ainda mais no gênero fantasia: <em>O Labirinto do Fauno</em>, <em>Pierce Jackson e os Olimpianos </em>(livros e &#8220;filme&#8221;), <em>Coraline </em>(livro e animação)<em>, Deixa ela entrar</em> (filme sueco de 2008), <em>Alice no País das Maravilhas</em> (especialmente o original de Lewis Caroll), <em>Deuses Americanos</em> (Neil Gaiman) e o curioso <em>Stardust </em>(também livro e filme)  são todos marcados por uma escolha ou, para ser mais preciso, por um padrão que às vezes tem a ver com a mídia na qual foram criados, que faz com que cada um dos mundos apresentados por eles seja <strong>pequeno e definido</strong>.</p>
<p>Eles trazem uma lição ótima para o processo criativo (no RPG e além). Todos nos perguntamos por que alguns cenários fantásticos são sucessos absolutos e outros apenas arranham a curiosidade das massas. A lógica aparentemente simples do &#8220;ah, vou inventar um planeta inteiro!&#8221; anda esbarrando na falta de originalidade real da coisa. Não é culpa de quem inventa. Se trata muito mais do problema básico: ou você usa os mesmos elementos para criar seus continentes ou corre o risco de ir tão longe que ninguém vai entender&#8230;</p>
<p>Cada mestre de <em>Dungeons &amp; Dragons</em> já quis ou tentou elaborar, nos mesmos termos, seu próprio mundo, com variados graus de sucesso e aceitação. Está ficando mais difícil tornar essas criações públicas &#8211; no sentido de &#8220;serem usadas por muitos&#8221;. A praga famosa conhecida como &#8221; mais-do-mesmo&#8221; tem origem tanto na falta de uma pesquisa sobre cenários anteriores como na própria dimensão ou tamanho dos projetos &#8211; quanto maiores, maiores as chances deles esbarrarem nas &#8220;fronteiras&#8221; do vizinho e, assim, ficarem muito próximos de uma clonagem de ideias.</p>
<p>Ah, dane-se a originalidade. Dane-se mesmo. Que ela se exploda se o objetivo é ter um mundo caseiro. Mas se é pra divulgar, se é pra pensar que outros &#8220;deveriam conhecer&#8221;, algo de novo é&#8230; bom&#8230; pré-requisito.</p>
<p>Aí voltamos para o básico: nisso, mundos atabalhoados de grandes, são muito complicados &#8211; as coisas andam rápido, os detalhes se atropelam, a vida fica sufocada e, quase sempre, pouco se aproveita. E isto aqui não é um post-conselho. Está mais para um protestozinho das 5 da matina: esqueçamos os mundos gigantescos, deixemos para lá as pretensões megalomaníacas por plots intercontinentais ou intergalácticos! Voltemos às vilas, cidades; aos corredores de aventura (daqueles sem tantas portas laterais). Há inúmeras vantagens em cenários feito-sob-medida para uma única campanha. Ou, nos primos destes: os territórios modestos, com algumas poucas marcas bacanas, prontos para crescer se e somente se (e para onde) for necessário &#8211; na opinião dos demais jogadores ou contribuintes.</p>
<p><em>Assim, em mundos pequenos e definidos&#8230;</em></p>
<ul>
<li><em>Cada personagem é relevante. Você o vê, você o conhece, você o ama e o odeia. Se o ama, a perda dele é de lascar. Se o odeia, acabar com ele vai afetar, de verdade, as coisas.</em></li>
<li><em>Os protagonistas são, de fato, os protagonistas. Não porque o mestre deseja, mas porque não existem grandes opções! São eles ou eles&#8230;</em></li>
<li><em>As &#8220;locações&#8221; ou mini-cenários são importantes. Cada castelo, cada prédio, cada templo importa. Você sabe onde eles ficam e sabe as últimas notícias sobre os mesmos.</em></li>
<li><em>As mudanças são parte do enredo. O mundo se move rápido porque tem pouca bagagem, poucas conexões. As ações de cada personagem tem uma implicação mais rápida e decisiva já que existem poucas teias malucas de resistência conspiratória (ou nenhuma).</em></li>
<li><em>Os recursos são limitados e disputados. Ou é a água, ou são os objetos de poder ou qualquer coisa que o valha&#8230; A raridade afeta a oferta, a procura, a coceira e o &#8220;corre que eu vou te pegar&#8221; da narrativa!</em></li>
</ul>
<p>E&#8230;</p>
<p>&#8220;Cabô-se&#8221;.</p>
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		<title>Nas asas tagarelas da leitura: um podcast que vale a pena</title>
		<link>http://www.ofeudo.com.br/2010/04/nas-asas-tagarelas-da-leitura-um-podcast-que-vale-a-pena/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 15:42:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coentro]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Clube do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[podcasts]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas vezes, a melhor parte de fazer alguma coisa é poder contar pra alguém (e dar nota!)...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 30px;"><strong>Atenção</strong>: este é um mais que merecido Jabá alheio. Os autores vítimas do mesmo não fazem a mínima ideia desta minha quase-babação respeitosa (em suma, a responsabilidade por dizer besteiras é toda minha!)</p>
<p><strong>Ler </strong>é o tipo de coisa que ganha muito mais graça quando existe a oportunidade de comentar. Qual leitor já não viveu a tristeza de não ter com quem conversar sobre o livro que está lendo? Tem alguma coisa de divertido no hábito de debater sobre os mundos malucos que a literatura conjura &#8211; e desconfio que isso tem relação com quebrar o muro solitário de &#8220;ser leitor&#8221;. Nessas horas, uma trupe de amigos falando da mesma experiência de leitura é o auge da chance de trocar ideias: pode ser engraçado, pode dar brigas ou servir de confirmação das impressões. Esses dias esbarrei com um podcast muito bacana, que expõe com muita descontração tudo isso: o <a href="http://www.grifonosso.com/" target="_blank">Grifo Nosso</a> (criado em setembro de 2009).<a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/gryphon.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1384" style="border: 5px solid black;" title="gryphon" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/gryphon-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Um grupo de amigos falando de livros e analisando os mesmos é algo que carrega uma boa dose de diversão. Quando o humor é somado, tudo fica ainda melhor e é ainda mais fácil se identificar. Acho que é justamente essa coisa de identificação e normalidade que faz da aventura dos grifeiros um negócio tão bem pensado. Somos &#8211; quando leitores &#8211; criaturas viciadas na tagarelice (pessoal ou alheia), prontas ou dispostas para criticar, defender e debulhar os livros mais famosos e mais infames da história ocidental. E nisso, os inventores deste cast de que falo acertaram em cheio: no jeito despretensioso de falar de coisas sérias, eles criam em quem ouve uma baita vontade de entrar na conversa!</p>
<p>Ao longo de cada episódio do Grifo Nosso, um livro é resumido e avaliado pelos <a href="http://www.grifonosso.com/autores/" target="_blank">quatro estudantes de Direito</a> sócios-fundadores da coisa. Uma tabela com as notas é postada junto com cada capítulo. A parte mais interessante é a maneira como os critérios são tratados e como as diferenças de personalidade de cada membro aparecem no bate-bola.</p>
<p>O cast já tem oito capítulos e estou esperando que o nono (sobre <em><strong>Drácula </strong></em>de Bram Stoker) chegue em breve (será que estão lendo isso? Hein, Dani Toste?). São eles: <a href="http://www.grifonosso.com/2009/09/23/capitulo-01-alice-no-pais-das-maravilhas/">Capítulo  01 &#8211; Alice no país das maravilhas</a>, <a href="http://www.grifonosso.com/2009/10/22/capitulo-02-o-hobbit/">Capítulo  02 &#8211; O Hobbit</a>, <a href="http://www.grifonosso.com/2009/11/07/capitulo-03-o-menino-do-pijama-listrado/">Capítulo  03 &#8211; O Menino do Pijama Listrado</a>,<a href="http://www.grifonosso.com/2009/11/07/capitulo-03-o-menino-do-pijama-listrado/"> </a><a href="http://www.grifonosso.com/2009/11/26/capitulo-04-brumas-de-avalon-a-senhora-da-magia/">Capítulo  04 &#8211; Brumas de Avalon: A Senhora da Magia</a>,<a href="http://www.grifonosso.com/2009/11/26/capitulo-04-brumas-de-avalon-a-senhora-da-magia/"> </a><a href="http://www.grifonosso.com/2009/12/29/capitulo-05-o-ladrao-de-raios/">Capítulo  05 &#8211; O Ladrão de Raios</a>,<a href="http://www.grifonosso.com/2009/12/29/capitulo-05-o-ladrao-de-raios/"> </a><a href="http://www.grifonosso.com/2010/01/14/capitulo-06-a-revolucao-dos-bichos/">Capítulo  06 &#8211; A Revolução dos Bichos</a>, <a href="http://www.grifonosso.com/2010/02/12/capitulo-07-viagem-ao-centro-da-terra/">Capítulo  07 &#8211; Viagem ao Centro da Terra</a> e <a href="http://www.grifonosso.com/2010/02/12/capitulo-07-viagem-ao-centro-da-terra/"> </a><a href="http://www.grifonosso.com/2010/03/04/capitulo-08-o-guia-do-mochileiro-das-galaxias/">Capítulo  08 &#8211; O Guia do Mochileiro das Galáxias</a></p>
<p>No quesito entrosamento a turma do cast recebe a nota máxima &#8211; com destaque para o humor descarado do Gustavo Domingues. O formato de resumo da história pode servir como um &#8220;talvez você goste&#8221; para o leitor leigo, mas também ajuda a quem já leu a lembrar (e rir) de trechos das obras em pauta. Os <em>spoilers </em>literários são inevitáveis, mas só são um prejuizo para quem realmente não conhece a obra e gosta de surpresas. A parte de dar notas é bem bacana, ainda que eu acredite que a &#8220;banca examinadora&#8221; seja muito gentil no conjunto da coisa.</p>
<p>Na média, o Grifo Nosso nosso merece uma pontuação de 4 Grifos. O quinto eu vou guardar aqui, só de birra, até o programa virar semanal! XD</p>
<p>E você, tem um clube do livro? <img src='http://www.ofeudo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Até logo!</p>
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		<title>O Livro de Eli</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 11:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Coentro]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes e quase-filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Fim do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[O Livro de Eli]]></category>

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		<description><![CDATA[O cinema no deserto - Uma história sobre o páginas, lutas e o fim do mundo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um &#8220;salve&#8221; para todas as insidiosas criaturas que andam por estas paragens tortas! O Feudo, sob a marca de uma estrada tão sombria quanto fulêra, vem a público, com alguma tristeza, registrar que&#8230; <strong>pior que a vida só a reercarnação!</strong> Então, deixe de choramingos e vamos aos trabalhos!</p>
<p>Esses dias fui assistir <em><strong>O Livro de Eli,</strong></em> película nova dos<strong> Irmãos Hughes. </strong>Não vou mentir: gostei do filminho. Simples, visual bacana, bem montado. Não pode ser tratado como uma história nova, completamente original. Mas, como provam <em><strong>Sin City</strong></em> e as peripécias de <strong>Tarantino </strong>isso não é pré-requisito pra nada. Ainda que a história protagonizada por Denzel Washington não se compare com as melhores narrativas do gênero, ela representa uma boa opção para filmes pós-apocalípticos hoje em dia.<a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/book_of_eli_2010_1.jpg"><img class="alignright size-large wp-image-1376" style="border: 5px solid black;" title="book_of_eli_2010_1" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/book_of_eli_2010_1-692x1023.jpg" alt="" width="332" height="491" /></a></p>
<p>Detesto fazer resumos então vamos para acabar logo: &#8220;Em uma Terra arrasada, trinta anos após a destruíção da civilização, um andarilho segue seu caminho rumo ao oeste. Na bagagem ele carrega algo que pode mudar o cenário que atravessa &#8211; para o bem ou para o mal: um livro. Ao cruzar uma das poucas cidades ainda sobreviventes &#8211; no melhor estilo &#8220;Velho Oeste&#8221; &#8211; nosso protagonista é confrontado por Carnegie (Gary Oldman), o líder local e um homem disposto a tudo para tomar posse da valiosa relíquia&#8221;.</p>
<p>O filme dá a impressão de ter uma história curta e apela para metáforas de &#8220;vazio&#8221; o tempo inteiro. No mais é um conto de ação com alguns fiapos de enredo. A dinâmica lenta, aliada a fotografia pálida (a melhor parte da coisa) pode irritar quem espera por ação initerrupta ou formatos mais comuns da idéia (como <em>Mad Max</em>, patriarca do estilo ou o não-tão-bom <em>Waterworld</em>). Ainda assim duas coisas me fizeram escrever esta pequena resenha: primeiro, <em>O Livro de Eli </em>mistura o tédio e a violência em doses interessantes. Ele não funciona como filme &#8220;massa-véio&#8221; ou como &#8220;cinema reflexivo&#8221;. Sua melhor característica é produzir uma ambientação ou, melhor dizendo, retomar a invenção de cenários destruídos. Nisso ganha por não ser pedagógico (detesto filme que fica explicando tudo, como se as pessoas de um mundo alternativo precisassem ficar dando explicação umas para as outras!) e por redesenhar visualmente a imagem de uma destruição mundial &#8211; nesse ponto é bem superior a <em>Eu sou a Lenda</em>, por exemplo).</p>
<p>O segundo motivo contém um<strong> spoiler bem chato</strong>. Pense bem antes de continuar.</p>
<p><em>O Livro de Eli</em> traz uma explicação religiosa muito sutil. Os mais fervorosos críticos desse aspecto dizem que o filme super-valoriza o cristianismo, criando um herói contraditório. Em parte é verdade. Ao mesmo tempo, essa escolha permite contar uma ficção semi-alternativa, que deixa a parte mais explicativa ou persuasiva de lado. Você não vai ver aqui um argumento convincente para muitas das coisas que Denzel faz na história. Simplesmente porque a base geral da trama envolve a lógica da fé: não carece ou não se concentra no racional para explicar o mundo. Se isso te incomoda, tanto quanto me incomoda a descarada versão semi-científica semi-religiosa do final de <em>Avatar</em>, passe longe.</p>
<p>Os defeitos mais aparentes estão, provavelmente no mesmo ponto. Por se basear na religião, o enredo pode não agradar aos mais afeitos a explicações diferentes. Além do mais, algumas cenas poderiam ser melhor exploradas &#8211; como as que envolvem a fuga do protagonista ou seu relacionamento raso com a &#8220;mocinha&#8221;. Por fim, o final da película peca por &#8220;passar da conta&#8221;. Sabe aquela sensação que fica quando pensamos &#8220;pronto, acabou&#8221; e aí aparece algo a mais para &#8220;melar&#8221;? Pois é. Não que chegue, a meu ver, a destruir tudo. Acredito que apenas houve um ou outro exagero.</p>
<p>É isso. Gosto de filmes despretensiosos, que tragam algo de novo &#8211; especialmente as ideias mais simples. A atuação de Washington e Oldman pagam metade do ingresso. A fotografia de Don Burgess é quase perfeita e paga outros 30% fácil. A história básica, as cenas de ação e algumas das surpresas escondidas na coisa toda fazem o resto valer a pena. Tenha fé. Ou morra. <img src='http://www.ofeudo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Até a próxima!</p>
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		<title>Liga Narrativa &#8211; Março!</title>
		<link>http://www.ofeudo.com.br/2010/03/liga-narrativa-marco/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 02:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coentro]]></category>
		<category><![CDATA[Contos e Micro-contos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativa]]></category>
		<category><![CDATA[Banquete]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Narrativa]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegou o segundo tema da Liga Narrativa! Tem conto novo, portanto... ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E a <strong>Liga Narrativa</strong>, saudável confraria de blogueiros contistas, segue para seu segundo tema. Tanto aqui n&#8217;<strong>O Feudo</strong> como em outros espaços mais arrumados desta blogosfera, você poderá acompanhar e saborear histórias de <em><strong>Banquete</strong>. </em>Leia, viaje e diga o que pensa. <img src='http://www.ofeudo.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A contribuição ajagunçada desta rodada segue abaixo:</p>
<h2><strong><em>O Segundo Gosto</em></strong></h2>
<p>Anna respirou – verdade seja dita: fingiu. Sentiu o ar esquentar centésimos de grau quando alguém entrou no quarto. Olhou os lençóis da cama onde estava, antes de espiar o visitante. Era estranho o formigamento e a impressão de estar vendo tudo por uma tela. O mundo tremia aqui e ali, em ilusões de óticas novas.</p>
<p>- Você se acostuma – sussurrou o médico.</p>
<p>A moça não respondeu. Olhou em volta e ouviu estalos inaudíveis para outros. Parecia sufocada. Imaginou uma coberta de plástico em volta de si e ficou tonta pela ideia. Lembrou de pedaços da primeira infância e voltou.</p>
<p>- Você vem demais aqui – comentou ela, sem cuidado.</p>
<p>- É meu trabalho. Mas isso você também vai entender, alguma hora – riu ele. Sentiu algo ruim?</p>
<p>- Só uma sensação engraçada de estar amarrada dentro de um saco para TV. Mas acho que passa.</p>
<p>- Os exames são bons. Tudo no lugar certo. Achei que você teria uma resposta mais lenta na visão. Mas, por sorte, eu erro de vez em quando.</p>
<p>- Alguém morre quando gente como você erra, doutor&#8230;</p>
<p>O Silêncio foi dolorido. O relógio teimou 17:05 e os dois não paravam de olhar um pro outro.</p>
<p>- Não sou boa nisso.</p>
<p>- Em quê?</p>
<p>- Em ser gentil com as pessoas.</p>
<p>- Pouca gente é, não é?</p>
<p>- Não precisa me consolar.</p>
<p>- Vão te levar hoje, Anna. Eles não querem mais esperar. Eu entendo. Eles querem a filha de volta. Foi um susto. Um medo.</p>
<p>- Meus pais vivem demais por mim. Não gosto de ter a obrigação de viver por outra pessoa.</p>
<p>- Eles vão oferecer um jantar. Fui convidado.</p>
<p>- Bom pra você. Acho que estou sem apetite.</p>
<p>- Você pode comer&#8230;</p>
<p>- Quero ficar só.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>Quando vieram os primeiros, em 2102, a reação não foi boa. Foi uma caça as bruxas, para variar. Gente dizendo que aquilo ia contra as leis de Deus ou contra a regra natural do mundo. Duzentos e seis pacientes cagaram ‘pra essa conversa. Eles queriam vida nova. Chamaram o projeto de “Lázaro”, como um tipo de piada acadêmica. O resto você já sabe. Homens virando máquinas e trocando corpos para vencer a morte. Nunca é tão poético como gostaríamos. Ainda assim foi diferente.</p>
<p>O prato fumegava na frente de Anna, como um comediante olhando para um gordo na platéia. A provocação não irritava ela. Só a ironia é que era um tanto dura de tragar. Os convidados lotavam a grande mesa de seu pai, esperando as graças do empresário e olhando para a jovem loira, de olhos verdes. Não era como antes. Os olhares confessavam as fofocas de amanhã. “Ela parece feita de gesso”. “Uma bonita boneca viva”, “Precisava ter seios tão bonitos?” “Quanto será que custa uma cirurgia dessas?”.<a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/boneca-conto.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1338" style="border: 5px solid black;" title="novos olhos" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/boneca-conto-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>O salmão não tinha cheiro, brincando disso com o vinho e todo o resto. As pessoas trocaram o brinde e esperaram. A conversa morreu. Tudo eram sorrisos de incentivo educado que deixavam Anna nervosa. Estavam esperando ela começar. A família gostava de cenas, por isso aquilo. O garfo reluzia, como se o diretor de um filme tivesse dado a ordem. Ela não tinha pressa e sabia de seu “nunca” de fome. É a vida. Só que agora havia manuais.</p>
<p>Maçãs verdes, cremes, arroz japonês, a fumaça não-adocicada das entradas ainda vivas&#8230; Ela tentou lembrar do jeito de cada sensação antes de tudo. Desistiu. Apanhou o garfo e experimentou. E o nada riu dela.</p>
<p>- Ainda não sabemos como reproduzir o paladar. É complicado lhe passar os detalhes mas&#8230; – o médico tossiu. Estava bem vestido e evitando piedades.</p>
<p>- &#8230;mas aí está uma coisa complicada de se mentir, você quer dizer – completou ela.</p>
<p>- Não seja tão cética. Fizemos o que era impossível há um século. Você está viva, ainda que de um jeito diferente. E isso não é uma metáfora religiosa. Vai envelhecer mais devagar, não vai sentir dor&#8230; Por que procurar faltas nisso?</p>
<p>- Por que elas estão aqui, mordendo&#8230; Olho para essa mesa e imagino todas as outras. As de antes e as próximas. Elas vão estar lá e eu não. O restaurante vai fechar, como se eu tivesse mesmo morrido, porque não posso mais. Não trabalho com o que não sei.</p>
<p>- Você ainda poderia.</p>
<p>- Boa Noite, doutor.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>Ao escrever, Anna não pensou em grandes coisas, só no de costume. Estava de novo sem pressa. Imaginou a noite de novo, como se nada de ruim tivesse acontecido: gente rica, bajulações, doces caros, caviar com ouro e&#8230; uísque. O gosto estaria lá, seus antigos peitos também e tudo seria um grande jogo bobo de pessoas chatas. Odiou essa versão <em>light</em> do mundo, também.</p>
<p>Olhou a tela.</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Suave, agridoce, granulado, fresco, aguado, pastoso, dourado, mesclado, ao ponto, tenro, suculento, desfiado, pesado, seco, encorpado, sutil, crocante, quebradiço, forte, azedo&#8230; framboesa.</em></p>
<p>Contou as palavras prediletas e sentiu, ao longe, a vibração da eletricidade na casa. Contabilizou a falta e não conseguiu pensar mais. Fechou os olhos e esqueceu de imaginar o dia de amanhã. Ainda podia dormir, depois de cada banquete.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<h2 style="text-align: center;"><strong><strong>Outros Contos deste Tema:</strong></strong></h2>
<blockquote><p><strong><strong>Juca&#8217;s Blog &#8211; </strong><a href="http://jucasblog.wordpress.com/2010/03/13/liga-narrativa-mar-%e2%80%93-banquete-fome/" target="_blank">Fome</a></strong></p>
<p><strong><strong>Roleplayer &#8211; <a href="http://www.roleplayer.com.br/site/2010/04/liga-narrativa-marco/" target="_blank">Aniversário de Namoro</a></strong></strong></p>
<p><strong><strong>Brain Storm &#8211; </strong><a href="http://brainsstorm.wordpress.com/2010/04/08/fulfilled/" target="_blank">Fulfilled</a></strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>O Horror Aberto &#8211; As Dificuldades do Medo</title>
		<link>http://www.ofeudo.com.br/2010/03/o-horror-aberto-as-dificuldades-do-medo/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 03:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Narrativa]]></category>
		<category><![CDATA[Cenários e Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema e RPG]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>

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		<description><![CDATA[Velas, livros de feitiçaria, rosas negras, símbolos malignos e etc. Quem se assusta com o já-comum?
Minha reflexão desta segunda-feira tem relação com alguns apelos e contradições das histórias recentes. Como lidar com o fato de que está ficando muito difícil criar contos que despertem fobos?
Não é novidade que histórias de terror (contadas em torno da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Velas, livros de feitiçaria, rosas negras, símbolos malignos e etc. Quem se assusta com o já-comum?<img title="Mais..." src="../wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><span id="more-1325"></span></p>
<p>Minha reflexão desta segunda-feira tem relação com alguns apelos e contradições das histórias recentes. Como lidar com o fato de que está ficando muito difícil criar contos que despertem <em>fobos</em>?</p>
<p>Não é novidade que histórias de terror (contadas em torno da fogueira ou em volta da mesa) mudam com o tempo. Novas formas de contá-las, de criar métodos de fazer os ouvintes se eriçarem, esperarem o desfecho certo tem sido pensadas e repensadas por diretores de cinema, escritores e narradores. Algumas fogem do clichê, outras insistem neles. De todo modo, o que separa o assustador do ridículo é sempre o ar de cuidado que todos os envolvidos tem  no momento. Seja o que conta, seja o que vive ou escuta.</p>
<p>Esqueçamos o poder do horror direto. Vamos pra histórias sem compromisso.</p>
<p>Elas estão lá, brincando com sustos e diálogos engraçados. Ao que parece, o entretenimento moderno dos nossos dias gosta de flertar com lados mais distantes da emoção dos expectadores-leitores. Filmes como <strong>A Múmia</strong> e a série de Indiana Jones ou mesmo Harry Potter, passeiam pelo horizonte do medo com um ar jovial. Segredos do passado, tipos clássicos de monstros ou aparições, o suspense-com-poeira dos contos arcanescos são todos elementos usados dentro do espaço da brincadeira. É quase como uma piada antecipada: jogar com o clichê, sabendo que aquilo é um clichê, é um primeiro passo no trabalho de se inventar histórias leves, com aspectos pesados.</p>
<p>A ficção científica, seja na produção de novos escritos, seja na releitura de tomos antigos &#8211; como Asimov ou Júlio Verne &#8211; aprendeu a negociar suas seriedades. É fácil ver isso em adaptações ou continuidades cinematográficas como <strong>Eu, Robô</strong> ou <strong>Perdidos no Espaço</strong>.</p>
<p>Quem disse que o terror precisa ser diferente? Ainda que seja possível contar histórias apavorantes em uma mesa em que todos estejam dispostos a &#8220;entrar no clima&#8221;, não é difícil imaginar o quanto é complicado manter a seriedade e o ar pesado nos ouvintes de um drama fictício. Sou da opinião de que a imersão emocional não acontece longe de incentivos materiais &#8211; por isso o medo é mais fácil nas salas profundas do cinema, onde o escuro é de verdade. Mas, mesmo nelas, com tantos celulares e e com a crescente falta de medo do laterninha, isso está sumindo. Em outras palavras, acredito que contar histórias assustadoras, sérias ou dramáticas exige um cuidado grande com o ambiente &#8211; coisa que nem sempre é possível e que cada vez mais se torna raro ou custoso.<a href="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/agulhas-Luis-Royo.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1327" style="border: 5px solid black;" title="agulhas - Luis Royo" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/03/agulhas-Luis-Royo-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" /></a></p>
<p>Sendo assim, defendo o exercício de ceder. Defendo que, especialmente nos jogos de RPG, mas também na produção de contos ou romances, o horror seja tratado de uma maneira intercalada. Não acho que valha mais a pena construir um ambiente sinistro e obscuro do que dotar arquétipos vilanescos de algum senso de humor. Prefiro as piadas corriqueiras de Sam e Dean do que a tentativa pateticamente severa de se recriar<strong> O Lobisomem.</strong> <strong>Drácula de Bram Stocker</strong> ainda é um de meus filmes prediletos. Ainda assim, as peripécias surreais de <strong>Caçadores de Vampiras Lésbicas</strong> mostram que a capacidade de fazer piada com qualquer coisa tem colocado um novo desafio em contar histórias sérias de desespero.</p>
<p>O primeiro desses desafios é o riso diante do duplamente significativo aspecto do vilão &#8211; um sujeito vestido de vermelho e negro com garras tem tanto o potencial de ser o Mestre dos Pesadelos com o de ser um flamenguista gozador. Mas o mais complicado deles é entender e administrar a vontade alheia de se comprometer com os personagens. O mais difícil de uma história assim é criar, no campo do fictício, um apego real por seres irreais. Em resumo, no mundo atual das comédias satíricas e do cinismo absoluto, mesmo diante do absurdo, o maior truque é convencer alguém de que há perdas que farão diferença para um personagem. Pouco importa se <strong>Carrie </strong>é uma paranormal adolescente com espinhas. Se ela pode matar um coadjuvante que você gosta, você não vai ficar só rindo&#8230; vai?</p>
<p>Apontamentos até vagos. Entre a leitura de Crowley e uma passada no <a href="http://capinaremos.com/" target="_blank">Capinaremos</a>, é difícil decidir o clima literário do mundo. Mas o que você me diz disso?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Oitavo Espírito</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 02:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Micro-contos]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativa]]></category>
		<category><![CDATA[PdMs, NPCs, FdPs]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[M&M]]></category>
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		<category><![CDATA[Perpétuos]]></category>
		<category><![CDATA[Sandman]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pequeno conto, um personagem maligno, fazendo apenas o seu trabalho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os olhos ardem. Nunca teimam, só ardem. A tela ainda brilha lá, fazendo jogo. Não sabemos, nunca o diferente, só isso: a noite que come tempo. Se eu fosse mais jovem iria querer ser mais jovem, só pra ver como é desejar o que não se pode ter, de novo. Enquanto isso olho a tela. Maldita vagueza.</em></p>
<p><em>Acabo de espantar a garota. Ela me distrai além do que noite pode. Se continuasse, como seria possível registrar isso? Sendo assim, foi importante mandá-la embora, para ter esse &#8220;agora&#8221; envelhecido feito vinho. É preciso &#8220;paz pra poder sorrir&#8221;, diz a música. Foda. É verdade. E ainda é mais. É que paz é pré-requisito para todas as vidas frouxas. Sem ela não há o tempo de planejamento, nem a ansiedade real de se trabalhar por nada. Fazemos o nosso ofício, certo Fausto? O Diabo passa dep</em><em>ois, acreditam os homens.</em></p>
<p><em>Sou Desventura (</em>Deviation<em>, para os gringos chatos e exigent</em><em>es</em><em>, </em><em>veja só). O Perpétuo nunca citado. Atalho os caminhos, corto a vida sem matar. Sou o vilão que se disfarça de acaso. Me denuncio, bem agora, só de birra. Posso estar aí, chafurdando numa poça da sua cabeça. Ao mesm</em><em>o tempo em que escrevo cartas para fazer Papai Noel pedir demissão. Venho antes de Desespero, sempre. Ela é gorda e lenta demais. Já eu tenho pressa. Há muito o que fazer dar errado.</em></p>
<p><em>Quando olhar de novo a carteira perdida, o emprego perdido, a oportunidade jamais recuperada&#8230; Sorria. Eu poderia ter caprichado mais. Até conto um jeito de me vencer, se deixar: admita. Quando perder a trilha, já era. Já fui. E o Destino acha que manda. &#8216;Tá certo&#8230;<br />
</em></p>
<p><em>Talvez eu não devesse ter dispensado a garota. Minha irmazinha querida &#8211; de todos nós. A Pálida, rainha do Mais Tarde. Mas ela me tira do sério com aquele papo teen  e os trejeitos. Sou um velho na frente do computador fazendo listas. A camisa desbotada me lembra do trabalho longo. E pensar que já fui cultuado, que ainda sou exorcizado quando batem na madeira. Hoje em dia me divirto pensando que, se não fosse por mim, tudo daria certo demais. Seria uma puta felicidade mundial nojenta. Vai me dizer que você topava?</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>* * *<br />
</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><a rel="attachment wp-att-1278" href="http://www.ofeudo.com.br/2010/02/oitavo-espirito/deviation/"><img class="size-medium wp-image-1278 aligncenter" style="border: 5px solid black;" title="Deviation" src="http://www.ofeudo.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Deviation-229x300.jpg" alt="" width="229" height="300" /></a></em></p>
<p><strong>(</strong><strong>NP 14)<br />
</strong></p>
<p>Força 10                                Inteligência 17<br />
Destreza 10                          Sabedoria 16<br />
Constituição 11                  Carisma 6</p>
<p>Salvamentos: Resistência +0 Fortitude +0 Reflexos +0 Vontade + 19</p>
<p>Feitos: Plano Genial, Equipamento 10 (maleta, computador de mão, alguns pares de óculos, canetas, material de escritório, diários, algum dinheiro).</p>
<p>Perícias: Computador +10 (+13), Conhecimento (História) +19 (+22), Notar +19 (+22) Intimidar +5 (+3)</p>
<p>Poderes: Teleporte 20 (Feito de Poder: Fácil; Extra: Exato), Controle de Probalidade* 20 (Extras: Alcance &#8211; Percepção, Pé Frio, Sem Salvamento**; Falha: Limitado (apenas Pé Frio)), Imunidade 70 (todo dano físico, efeitos de Fortitude).</p>
<p>Combate: Ataque Corpo a Corpo +0 (dano +0), Defesa 10.</p>
<h5>* Manual do Malfeitor, página 55. ** Idem, página 78.</h5>
]]></content:encoded>
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